domingo, 29 de março de 2009

Bobagens

Às vezes me pego a pensar bobagens. Ou melhor; às vezes penso nas bobagens que penso. Ou, bobagens que outros pensam, o que é pior. Visto que só as minhas já me bastam. Mas, acontece que elas estão ai a ocupar espaço e neurônios que d'outra forma poderiam ser melhor aproveitados. E, quando a bobagem dura mais de um dia rondando na minha cabeça sem ir para lugar algum, tenho que tomar providências.

Estivemos a estudar conceitos do Guia PMBOK, de gestão de projetos, e uma frase colou nas sombras da minha consciência para resurgir hoje de manhã com força total:
"Objetivo do Projeto, é do projeto e não do cliente." (sic)
Que só agora, depois de escutar mais de três vezes, percebo a importância da frase. O objetivo do projeto É do projeto e não do cliente, oras!
Isto implica na independência do projeto sobre os desejos do cliente. O patrocinador pode, ou não, querer esse resultado? Ou então, existe a possibilidade do patrocinador fazer tudo para que este resultado específico não aconteça, mesmo que o projeto indique ser esta a solução mais adequada?!
Ele pode se retirar e acabar com a execução do projeto, mas o diagnóstico (se foi bem feito) continuará válido, independente disso?!
Paradoxo interessante para discussão em grupo.
É como perder o equilíbrio dentro de uma loja... em Murano!
Mas, ainda acho que uma mesa redonda comigo mesmo não daria muito certo.

Percebo que cometí um erro ao confundir objetivo com resultado. Objetivo como as metas que queremos atingir. Resultado como as metas atingidas.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Voglia

Será que sou eu ou vocês também percebem como somos irracionais?
Não sabemos o que queremos, às vezes temos uma idéia confusa do que seja. Tem gente que passa a vida toda rezando para falar com Deus e quando Este decide dignarse a responder, a pessoa é tratada como louca pelos outros.

Não somos capazes de perceber o quanto nossas, mais infimas, ações influenciam o meioambiente em que vivemos. E, depois nos assombramos quando chuvas, secas, fogos e frios extremos nos assolam.

Parecemos crianças abandonadas numa loja de doces e brinquedos.
Por exemplo: na terça feira passada, às 15:40h, caia uma "amostra grátis do dilúvio" aqui em SP, eu voltava de uma reunião cujos resultados se mostravam muito interessantes. Com um sorriso que, para o espectador menos avisado, pareceria muito com o deleite estásico d'um masoquista empedernido. À medida que me acercava do centro da cidade a chuva ia piorando e o trânsito também.

Fiz várias tentativas infrutíferas de atravessar o centro; um tunel e uma passagem inundados atrapalhavam os caminhos mais curtos. Isso, já por volta das 18:00h. O trânsito não colaborava muito. Virou um Deus nos acuda, ninguem respeitava sinal ou tamanho. Graças a Deus, após passar o Vale do Anhangabaú, as coisas melhoraram bastante. Até o trânsito parecia o de uma outra cidade. Não teria me surpreendido em nada se, de repente, um sol de verão tivesse aberto a força a cobertura das nuvens.

Só lamento ter perdido a aula no curso de pós-graduação.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Jaboticabas

Algumas coisas e lembranças acompanham a gente pela vida toda. Algumas boas, outras tentando. Mas, todas somadas, somos nós, resultados dessa companhia incidental. Podemos identificar algumas como marcos, ou como aqueles postes que identificam as ruas pela cidade. Identifico algumas, mas nestes dias de arrumação e mudanças encontrei (resgatei) uma coleção de fotos antigas.

Dentre elas esta que mostro aqui. Não consegui separá-la junto com as outras e foi ficando, ficando na minha mesa de trabalho. Vocês devem ter uma dessas em casa também. É uma lembrança que nos faz reviver fases da nossa vida como se fossem agora. E, como tratar no pretérito coisas que sinto agora? A sensação que tenho é a de haver levantado os olhos da máquina fotográfica e dou de cara com essas duas jaboticabas curiosas olhando para mim.

Há alguma coisa na incondicionalidade dos olhos das crianças que nunca deixará de me encantar.

Essa incondição, acho eu, andamos perdendo com o tempo, e com o labutar diário.
Nos tornamos mais duros e qualquer mostra de ternura é castigada como sinal de fraqueza. Logo, aprenderemos a ser sérios e competentes e, ensinaremos isso de forma canhestra, a indivíduos como a da imagem. Prestem atenção nos olhos dos pais e nos olhos dos filhos. Não tenham medo de notar a sutil diferença.
Tentem imaginar como seria o mundo se continuássemos vendo-o incondicionalmente.

segunda-feira, 9 de março de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

A Intenção do Gesto (parte 6)

(Intenção)
Como diz Peter Senge (4 Senge, 1998); “Se uma organização de aprendizagem fosse uma inovação no campo da engenharia, os seus componentes seriam chamados de tecnologias, mas como é uma inovação no campo do comportamento humano, seus componentes devem ser vistos como disciplinas. Disciplina, nesse contexto, significa: um conjunto de técnicas que devem ser estudadas e dominadas para serem postas em prática. E você só se torna competente numa discipina mediante a prática.”

E, Aldo de Albuquerque Barreto em artigo no Datagramazero (Junho de 2008) diz; “A Essência do fenômeno da informação é a sua intencionalidade. Uma mensagem de informação deve ser direcionada, arbitrária e contingente para atingir o seu destino; produz sempre tensão quando da interatuação de competências distintas existentes em dois mundos: o do gerador e o do receptor da informação para onde o conhecimento se destina.” E nos introduz ao mundo das competências individuais. Epa...
Epa!?
A minha intenção é cúmplice da sua? Pois é. A minha intenção só será validada se você a validar com a sua. E a sua o será por causa da minha, e assim ad nauseam. Senão, seja lá o que eu fizer será “abstrato”, um mantra murmurado sem o menor sentido ou razão. A comunicação não existe sozinha. E chegamos à conclusão de que a comunicação é uma ação palindrômica (sic), só existe indo e vindo. Em sintonia, e às vezes fora dela.

Uê, acabou? De novo?
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A Intenção do Gesto (parte 5)

(Continuação de Códigos, um pouco confuso, mesmo)
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Mas, nas artes visuais bi-dimensionais principalmente, os códigos são limitados a cor e formas. Sua posição depende únicamente dos padrões adotados pelo autor(a) para a execução da obra. E, ainda assim; modulados pelo que ele(a) sabe e consegue fazer. Podemos perceber diferenças de qualidade ou conhecimento de técnicas para a execução. Mas, isso também depende de nós mesmos conhecermos aqueles parámetros de qualidade e estas técnicas de execução. Criticar é facílimo; é só abrir qualquer publicação de meia-tijela e veremos amostras disso. Alguem assistiu o último filme do (sans nome), por exemplo? Mas, ele é crítico de cinema! Somos assim, que se vai fazer.
As vezes, ler tudo o que os críticos –ou alguns escrevinhadores sem eira nem beira– escrevem é um investimento muito caro em futilidades.

Os códigos usados com o passar do tempo nem sempre acompanham o desenvolvimento tecnológico ou industrial –cultural– do animal homem. Eles sempre ficam um pouquinho aquém ou além de nosso desenvolvimento. Como se houvesse, entre criador e criatura, um sutil erro de paralaxe. Um péndulo que nos mantém sempre fora de equilíbrio e nos força a ir em frente, a um moto perpétuo quase que imperceptível. Se eu percebo, você também pode. Em que às vezes nos perdemos e mudamos de posição, de eixo para extremo e de volta ao eixo outra vez. E aquí nos confundimos e nos perdemos. Não entendemos, e aprendemos coisas novas, diferentes.

Tomemos, como exemplo o Bauhaus do fim do século XIX e começos do XX. O que acontecia com a raça humana de então? Começavamos a usar máquinas em larga escala. Chamavamos a isso inovação tecnologica, invenções, revolução industrial. Era a era das invenções! A era da engenharia. Tudo medido, cotado, contado. Quase nada era por acaso. Nada mais natural que houvesse uma expressão nas artes. Nada mais natural que houvesse algo chamado de: Artes & Ofícios. E uma fosse misturada à outra e disso surgisse, logo na Alemanha, que adotou o espírito da época como o seu próprio; o Bauhaus. O Bauhaus era, sumariamente, o resultado de uma visão quadrada do mundo. Seco, sem enfeites, ou arroubos de paixão. Não se permitem as ondas ou curvas suaves e melosas da Art Nouveau. Isso não tem utilidade, logo não deve existir. Os estilos exatamente anteriores e posteriores a ele diziam algo diferente. O anterior; Art Nouveau e o posterior Art Decô, eram explosões de liberdade criadora. Uma busca desenfreada após a pausa. A diferença entre o Decô e o Liberty era a soma ou a falta, respectivamente, do recato extremo do Bauhaus. Sinta como “mudamos” de eixo para extremo e dai voltamos. Perceba, se quiser, como este movimento pode existir em todas as outras manifestações humanas. Um círculo que não acaba. Só mudam os atores, as formas. O essencial está lá, continua lá. Podemos morrer, como o “homo-habilis” das cavernas ou o Duchamp da escultura e ainda assim nossa passagem, como parte da raça, ficará marcada.
E os códigos que compartilhamos ficam guardados na memória de todos.

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segunda-feira, 2 de março de 2009

Miráculo!

É, isso mesmo! Hoje um pouco antes das 10:00hs chegou um técnico da Teleafônica para testar a ligação do telefone (!) e que, apesar não constar a ligação da Banda Larga na minha linha, ele constatou (e confirmou comigo) que ela estava ligada.
De fato funciona, haja visto que escrevo esta para vocês.
Porém... deve haver uma falha de configuração na central.
Sabia! Esta ligação é temporária, ceerto?
Sejamos otimistas; vai funcionar sem problemas.
Em todo caso, obrigado pela paciência.
Agora vou trabalhar como prometido.
Bom dia a todos.

domingo, 1 de março de 2009

TCC (22/02)

Hoje acabei de escrever a ante-penúltima versão da introdução do meu TCC em GC.
Por alguns momentos me pareceu tão fácil como tudo fazia tanto sentido. Leio mais um pouquinho de teoria e lá se vão a inteligência, o sentido e todos os novos significados às favas. Creio que estou no caminho certo, mas quanto mais penso no assunto mais ele muda, apontando mais além. Um caleidoscópio de significados, se puderem imaginar. A combinação de gestão de conhecimento, gestão de negócios com história, biologia, filosofia e um pouco de chutzpa. E, isso é só o que consigo reconhecer!

Tudo acompanhado por música incidental de caliópe.

Título temporário: “Senescência e Conhecimento”.
Se o tônus é todo torto, talvez devesse ter ousado, e exposto um pouco mais o nariz, seguindo o conselho do meu pai e cursado direito. Não o direito de forma, mas o Direito de função.